Nada mais novo, empolgante e tenso para mim como a primeira experiência de ser repórter. Tudo me deixava preocupada, a roupa certa, maquiagem ideal e até o fato de dirigir por no mínimo 5 minutos até o local da gravação. O trânsito, o calor do dia e toda a expectativa deixavam a mim e a todos do grupo mais nervosos. Falar com o entrevistado, passar o texto que por diversas vezes fugia da memória e procurar o melhor ambiente para gravar, não foi uma tarefa fácil.

A sensação de ter uma câmera a sua frente e falar para ela como se fosse uma pessoa qualquer, era algo inédito para mim. Por mais que eu lesse e relesse as palavras não fixavam a memória, o nervosismo multiplicava e parecia que nunca eu conseguiria fazer um boletim da forma como eu acreditava que era capaz. A preocupação com o entrevistado me consumia mais ainda, repetir uma pergunta era algo que eu sabia que podia tirar a naturalidade do boletim e assim interferir na qualidade do produto final

Além de tudo isso era preciso pensar na tonalidade ideal da voz, como gesticular e falar. Como fazer tudo isso corretamente se era a primeira vez que eu vivia aquela experiência? Mas apesar de alguns erros e repetições, eu consegui desempenhar bem meu papel de repórter, não de acordo com o que eu almejava, mas de acordo com uma principiante que está aprendendo.